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“As relações humanas são complexas e muitas vezes sem sentido. Você conhece uma pessoa que te faz um bem sem igual e conversam o dia todo, toda hora. Os Papos variam sobre tudo: filmes, comidas, animais, dia a dia, etc.. Os encontros são perfeitos, exalam uma mistura de tesão, química e romance. Você tem certeza que é isso que quer pra sempre, que achou a pessoa da sua vida. Os dias passam, tudo continua igual e o pensamento de ter encontrado a pessoa certa só cresce na sua cabeça. Passam-se os meses e tudo começa a ficar mais morno: o toque, a sensação e até mesmo o sentimento não é mais o mesmo. Mas ok, tudo entra em uma rotina. Certo? Errado! Mas continuamos, afinal, hipoteticamente, fomos feitos um para o outro. Até mesmo na cama não é mais a mesma coisa, virou rotina. Deixou de ser tesão, passou a ser um mero prazer. Os anos começam a passar e a relação está praticamente acabada. Bom, pelo menos isso está subentendido, mas lutamos para que não seja assim, afinal, não podemos viver sem essa pessoa. Certo? Errado mais uma vez! Passamos um tempo, por mais longo que seja, com uma pessoa e então esquecemos como podemos ser ainda melhores sozinhos. O que no começo era gostoso, primordial e essencial, agora passou a ser obrigatório. Uma necessidade sem fundamento. Um medo de ficar sozinho, sendo que antes disso você sempre se deu muito bem só, mas se esqueceu como é. Não podemos nos sentir obrigados a estar com alguém, só porque deu certo em curto período. Foi ótimo? Foi. Fez-te crescer? Demais! Arrepende-se de algo? Jamais. Mas não se prenda ao que não lhe engrandece mais. Não crie falsas correntes, elas acabarão te machucando cedo ou tarde. Você sempre foi bom sozinho, isso não muda agora.”

Pedro Peixoto.  (via versificar)

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